O Futebol Feminino brasileiro vive uma nova fase em 2026. O número de clubes e competições aumentou, as jogadoras passaram a ter mais oportunidades e o dinheiro destinado aos torneios também cresceu. Os números mostram que a modalidade já movimenta um mercado maior e que vai além das quatro linhas.
Um dos principais sinais dessa mudança está no número de jogadoras profissionais. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o país tinha 214 atletas profissionais registradas em 2022. Ainda neste ano, esse número chegou a 1.058. Ou seja, em quatro anos, o total quase quintuplicou.
A quantidade de clubes envolvidos nas competições femininas também aumentou. Entre 2021 e 2026, o número passou de 58 para 79 equipes. No mesmo período, a quantidade de jogos organizados pela CBF subiu de 398 para 712, um crescimento de 79%. O número de competições também aumentou, passando de seis para nove.
Mais dinheiro para os clubes
O crescimento também aparece nas cotas pagas aos clubes. Na elite do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026, cada um dos 18 participantes recebe R$ 720 mil na primeira fase. O valor é o dobro do pago na temporada anterior.
A competição também cresceu. Nesta temporada, são 18 clubes e 167 partidas, contra 16 equipes e 134 jogos em 2025. Com mais times e mais partidas, aumentam também as oportunidades para jogadoras e profissionais que trabalham no Futebol Feminino.
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Entre 2024 e 2029, a CBF prevê mais de R$ 685 milhões em investimentos nas competições da modalidade. O valor é uma projeção para os seis anos e não significa que todo o dinheiro já tenha sido investido.
O aumento das cotas pode ajudar os clubes a melhorar seus elencos e estruturas. Também abre espaço para mais profissionais, como treinadoras, preparadoras físicas, fisioterapeutas, analistas de desempenho e pessoas que trabalham com comunicação e marketing.
A formação começa mais cedo
A mudança não acontece apenas no futebol profissional. As categorias de base também ganharam mais espaço nos últimos anos.
Em 2026, a CBF ampliou as competições femininas Sub-17 e Sub-20. A entidade também reservou 16 vagas nos dois campeonatos para os campeões estaduais das 16 federações mais bem colocadas no ranking nacional do Futebol Feminino.

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A ideia é dar mais espaço para meninas que estão começando no esporte e criar um caminho até o profissional. Quanto mais campeonatos existem, mais jogos as atletas podem disputar e mais chances elas têm de serem observadas por clubes.
Os números da própria CBF mostram o impacto dessa estrutura. Das 26 jogadoras convocadas recentemente para a Seleção Brasileira, 24 passaram pelas categorias de base, segundo a entidade.
O que vem pela frente
Os números de 2026 mostram que o Futebol Feminino já não depende apenas de grandes jogos ou de momentos de destaque para ganhar espaço. Há mais clubes, mais partidas, mais atletas profissionais e mais dinheiro nas competições.
A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, pode aumentar ainda mais a atenção sobre a modalidade. Mas a mudança já começou antes do torneio.
O desafio agora é fazer com que esse crescimento continue depois de 2027. Para isso, os clubes precisam manter investimentos em atletas, categorias de base e estrutura.

