O Futebol Feminino de Portugal deixou de ser uma promessa para se tornar um dos projetos de maior crescimento na Europa. Nos últimos anos, o país multiplicou o número de jogadoras federadas, ampliou a quantidade de clubes e equipes participantes, fortaleceu a Liga BPI e passou a disputar espaço entre os campeonatos nacionais mais organizados da modalidade.
O resultado aparece tanto nos números quanto dentro de campo, com equipes portuguesas conquistando presença na Liga dos Campeões Feminina e uma seleção nacional cada vez mais competitiva.
Investimento da Federação
A transformação é parte de um plano estruturado da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que vem intensificando os investimentos no Futebol Feminino. O objetivo era claro: criar uma base sólida de formação, aumentar a participação feminina no esporte e tornar os clubes capazes de competir internacionalmente. Poucos anos depois, os levantamentos mostram que a estratégia deu resultado.
Segundo a FPF, o futebol, futsal e futebol de praia femininos ultrapassaram a marca de 21 mil atletas federadas em junho de 2026. Somente no futebol de campo são 13.873 jogadoras inscritas, número mais de duas vezes superior ao registrado na temporada 2018/19, quando o país contabilizava 5.584 atletas.
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O crescimento também aparece na estrutura da modalidade: entre 2018/19 e 2024/25. O número de equipes femininas passou de 550 para 1.498, enquanto a quantidade de clubes envolvidos dobrou, chegando a 420.

Liga BPI muda de patamar
Principal competição feminina do país, a Liga BPI também acompanhou esse processo de evolução. A profissionalização das equipes, o aumento dos investimentos e a exigência de melhores estruturas fizeram o campeonato ganhar competitividade e maior reconhecimento.
Nos últimos anos, o Benfica assumiu o protagonismo da liga ao conquistar títulos consecutivos e representar Portugal na Liga dos Campeões Feminina. Sporting, Braga e Torreense também elevaram seus investimentos, ampliaram departamentos exclusivos para o Futebol Feminino e fortaleceram as categorias de base, diminuindo a diferença técnica entre os principais clubes.
Formação explica o crescimento do Futebol Feminino
Se a elite evoluiu, a base explica por que Portugal acredita que esse crescimento pode continuar. A FPF ampliou competições para categorias sub-13, sub-15 e sub-17, incentivou a criação de novas escolas de formação. Além disso, também aumentou o número de treinadoras, árbitras e profissionais envolvidos exclusivamente com o Futebol Feminino.
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Desafio é reduzir distância para as principais ligas
Apesar da evolução acelerada, Portugal ainda busca diminuir a diferença para campeonatos como a Women’s Super League (WSL), da Inglaterra, a Liga F, da Espanha, e a Première Ligue, da França. A federação reconhece que ampliar a infraestrutura, atrair novos patrocinadores e aumentar as receitas dos clubes são passos fundamentais para continuar o crescimento.
