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Home » Últimas notícias » Formiga critica extinção de equipes femininas após rebaixamentos do masculino
Direto ao Ponto

Formiga critica extinção de equipes femininas após rebaixamentos do masculino

De acordo com a ex-volante da Seleção Brasileira, a estabilidade dos times femininos não pode depender apenas da tabela masculina.

Íris Araújo
6 meses atrás
4 Min de Leitura
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Foto: Agência Reuters

A nomeação de Formiga como diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino no Ministério do Esporte reacendeu um debate antigo e ainda urgente no Brasil: a falta de estabilidade estrutural para as atletas. Pouco depois de assumir o cargo, a ex-jogadora da Seleção Brasileira deixou claro um dos eixos centrais de sua atuação. O objetivo, segundo ela, é garantir segurança trabalhista para quem vive do Futebol Feminino.

Rebaixamento masculino e impacto direto nas mulheres

Em entrevista recente para a TNT, Formiga chamou atenção para a fragilidade dos vínculos entre jogadoras e clubes. O problema, de acordo com ela, se agrava em cenários de rebaixamento no futebol masculino. Nesses casos, a ausência de exigências regulatórias mais rígidas permite o encerramento abrupto de equipes femininas. Como consequência, atletas ficam sem contrato, sem planejamento e sem perspectiva de continuidade.

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À TNT, Formiga abriu o jogo:

Eu pretendo realmente trabalhar sobre isso. Nós temos que ter leis que possam cobrir o futebol feminino, que possa ser uma modalidade estável no nosso país. Essas meninas não podem dormir empregadas e acordar desempregadas.

Esse alerta dialoga com um padrão recorrente no futebol brasileiro. Quando clubes masculinos caem da Série A para a Série B, deixam de ser obrigados a manter times femininos nas principais competições nacionais. Na prática, essa brecha abre espaço para decisões administrativas que desconstroem projetos de forma imediata. O Fortaleza, é apenas um entre vários exemplos.

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Foto: Reprodução/Instagram @esterfany_maria07

Casos recentes reforçam a instabilidade

Nos últimos anos, Athletico Paranaense e Chapecoense também encerraram suas equipes femininas após mudanças no cenário esportivo e institucional. Em ambos os casos, as atletas foram desligadas e os projetos interrompidos. Esses episódios reforçam a instabilidade que ainda marca a modalidade no país.

Foto: Reprodução Instagram Chapecoense

Atualmente, tanto Athletico quanto Chapecoense precisarão estruturar novas equipes femininas para atender exigências de competições e regulamentos. Esse movimento evidencia um ciclo preocupante: criação, encerramento e reconstrução de projetos sem continuidade estrutural ou planejamento de longo prazo.

Foto: Duda Matoso/ Athletico

Um gargalo estrutural da modalidade

Esse cenário expõe um dos principais gargalos do Futebol Feminino brasileiro. Sem leis específicas ou normas mais rigorosas, o futuro profissional de centenas de atletas permanece condicionado ao desempenho do futebol masculino. Para Formiga, essa lógica precisa ser superada com urgência.

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Políticas públicas como caminho

Ao assumir um cargo estratégico no Ministério do Esporte, a ex-volante amplia o debate para além das quatro linhas. A proposta é tratar o Futebol Feminino como uma modalidade autônoma. Isso passa por políticas públicas próprias, contratos mais seguros e mecanismos que impeçam o desmonte repentino de equipes.

Segundo Formiga, não há desenvolvimento esportivo sem estabilidade institucional.

É necessário acabar com isso, passar essa segurança para essas meninas hoje, para que elas possam se desenvolver tranquilas e, amanhã ou mais tarde, elas possam devolver o que estamos dando para elas, completa Formiga.

Um debate que ganha força

A discussão ganha ainda mais relevância em um momento de crescimento de público, visibilidade e investimento no futebol feminino brasileiro. No entanto, sem garantias mínimas de continuidade, esse avanço corre o risco de se sustentar sobre bases frágeis. É justamente esse cenário que a nova diretora afirma estar disposta a enfrentar em sua atuação.

TAGGED:futebol femininoSeleção Brasileira Feminina
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Íris Araújo
PorÍris Araújo
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Íris Araújo cursa jornalismo na Faculdade São Francisco de Assis. No Campo Delas, escreve sobre o dia a dia do São Paulo Futebol Clube. Além disso, participa de projetos que falam sobre futebol no geral. Sua grande paixão além do esporte, é contar histórias que tragam a paixão pelo que faz.
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