Arthur Elias durante convocação da Seleção Brasileira para o FIFA Series (Divulgação/CBF)
O Estados Unidos venceu o segundo amistoso contra a Seleção Brasileira nesta Data FIFA. Com o protagonismo da arbitragem em lances e decisões polêmicas ao longo do jogo, o treinador Arthur Elias comentou sobre casos de xenofobia e injustiças durante o confronto.
Sobre a partida
Após vencer os Estados Unidos em São Paulo por 2 a 0, as equipes se reencontraram na Arena Castelão, em Fortaleza. Desta vez, com mais de 55 mil torcedores no estádio, a equipe norte-americana saiu com a vitória por 1 a 0. No entanto, o destaque da partida foram as decisões polêmicas da arbitragem.
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Brasil e Estados Unidos se enfrentaram na Arena Castelão em amistoso – Lívia Villas Boas/Staff Images
A equipe brasileira terminou a partida com quatro cartões vermelhos para as atletas. Entre as expulsas estão Kerolin, Ludmila, Bia Zaneratto e Tarciane. Além das jogadoras, dois membros da comissão técnica da Seleção Brasileira também foram expulsos, assim como o técnico ArthurElias.
Depois da partida, Arthur comentou sobre como as pausas e conflitos dentro de campo impactaram na partida, além do sentimento diante da arbitragem.
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“Acho que o jogo foi condicionado o tempo inteiro pela arbitragem, não foi só no segundo tempo. Não é normal o que aconteceu hoje […] Foi, para mim, o jogo que eu fui mais desrespeitado na minha vida por um trio de arbitragem, especialmente pela auxiliar, que tava ali do meu lado e também pela árbitra. Não só eu fui desrespeitado, como as jogadoras foram, a seleção brasileira foi desrespeitada”, comentou o técnico.
foto: Lívia Villas Boas/Staff Images
Xenofobia
Com o trio de arbitragem espanhol, composto pela árbitra principal, Paola Cebollada Lopez, junto de suas assistentes Silvia Fernandez Perez e Rocío Puente Pino, o técnico também relembrou outros momentos durante os JogosOlímpicos e destacou a falta de checagem através do árbitro de vídeo, o VAR.
“E elas assim não checam. Teve um pisão, teve várias situações no jogo, e que são para mim reflexo de uma xenofobia que a gente sofre. Isso foi já nas Olimpíadas, a gente tem exemplo de arbitragem, quarta árbitra, chegar pra gente antes do jogo da França e falar que o Brasil era um time catimbeiro, que se jogava, que simulava. Eu duvido que falou isso para uma equipe europeia”, disse Arthur.
Seleção Brasileira vence Estados Unidos por 2 a 1, na Neo Química Arena.(Foto: divulgação/CBF Media Center)
Além disso, o treinador comentou sobre a importância de combater o preconceito dentro de campo.
“Enquanto eu estiver aqui, a seleção brasileira vai ser encorajada a falar e a lutar contra. Não falar depois do jogo, mas combater isso ao longo do jogo”, complementou o técnico.
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, movida pela paixão pelo esporte feminino e pela música. Atua como setorista do Palmeiras Feminino no Campo Delas, do iG, destacando histórias e os bastidores do futebol feminino.