A jogadora Ary Borges, um dos nomes de destaque no Brasil e nos Estados Unidos, ficou fora da convocação de Arthur Elias para os amistosos da Seleção Brasileira Feminina contra a Argentina. Atuando pelo Angel City, da liga estadunidense de Futebol Feminino, a atleta tornou-se recentemente mãe após o nascimento da filha Melanie. Caso fosse chamada para os jogos da Amarelinha, a meio-campista ficaria mais de um mês longe da bebê.
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A pequena Melaine, primeira filha de Ary Borges, é fruto do relacionamento com Gabriela Bazilia, que já é mãe também de Lucca. A bebê nasceu no último dia 4 de setembro. As mães usaram as redes sociais dividir com os fãs e amigos o anúncio da gravidez, o chá revelação e o nascimento da filha.
Durante a coletiva de imprensa para o anúncio da convocação das jogadoras, que estarão em campo nas partidas contra a Argentina em Porto Alegre e em Recife, Arthur Elias explicou o motivo de não chamar Ary Borges para os amistotos.

“Quero parabenizar Ary Borges que virou mamãe. Falei com ela ontem e estão todos bem, a Melzinha e também a Gabi, a esposa dela que fez a gestação. Bati um papo muito legal com ela. Expliquei o entendimento do momento dela, que está muito bem no clube e muito bem na Seleção nas últimas convocações. Mas, por uma questão de processo de vida mesmo, acho que uma filha é mais importante do que qualquer jogo, do que qualquer confronto. Ary tem muita história aqui na Seleção”, explicou o técnico.
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O treinador da equipe brasileira afirmou que conversou com a atleta e a decisão de deixar a meio-campista fora da lista veio em comum acordo.
“Ela estava na nossa lista, mas conversando com ela e, em comum acordo para o melhor para ela e para família, decidimos por ela ter mais tempo com a filha. Ela ficaria, juntando a convocação e dois jogos que o clube tem fora, quase um mês afastada de casa. Eu disse para ela ficar tranquila em relação à não participação nessa Data FIFA. Claro que faz falta uma jogadora de alta qualidade, mas isso é prioridade e a gente tem que saber qual é cada momento. Então, estão todos bem, e aproveito para parabenixar a Gabi por essa fase de vida, que muda tudo para melhor”, completou Arthur Elias.

Maternidade e o Futebol Feminino
O Futebol Feminino vem passando por um momento de transformação em relação à maternidade. Os clubes, em diversos países, têm acolhido e respeitado a decisão das atletas em se tornarem mãe em meio à carreira. Anteriormente, muitas mulheres deixavam a profissão para se dedicar a escolha de ser mãe.
Entre as ações concretas, os times têm apoiado as atletas com a licença-maternidade remunerada, parcerias com clínicas de fertilidade e o acompanhamento dos profissionais de saúde do clubes para as mães que optam por seguir treinando durante a gestação.
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No Brasil, por exemplo, a CBF oficializou o benefício de custear a viagem de mães lactantes. Com isso, as atletas que amamentam o filho podem levar o bebê para jogos de competições oficiais da Confederação Brasileira de Futebol.
Ketlen Wiggers, do Santos Feminino, está fazendo história por ter sido a primeira jogadora a usufruir desse direito. Antes disso, a maior goleadora da Sereias da Vila, foi pioneira por treinar com o time até os oito meses de gestação. Um feito ainda inédito no Brasil.

Pionerismo da Federação Espanhola e o congelamento de óvulos
Recentemente, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou um acordo inédito visando a saúde reprodutiva e fertilidade para as jogadoras e árbitras do Futebol Feminino. Com contrato válido até 2029, a entidade espanhola firmou a parceria com uma clínica de referência em medicicina reprodutiva do país.
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A iniciativa prevê que as atletas e árbitras terão a opção de maternidade protegida, além de diminuir a pressão esportiva sobre planejamento familiar. Com a parceria, as beneficiadas não precisariam escolher entre a carreira e a possibilidade de ter filhos, já que os óvulos ficarão guardados.


