O Palmeiras Feminino contará com uma importante ajuda fora de campo na semifinal do Campeonato Brasileiro. A presidente Leila Pereira disponibilizou o avião da Placar, sua companhia aérea, para levar as Palestrinas a Belo Horizonte, onde enfrentam o Cruzeiro neste domingo (31), pelo jogo de volta. Na ida, a equipe perdeu por 3 a 1, em casa.
Melhora o rendimento?
O uso da aeronave traz impactos diretos na preparação das atletas e na performance dentro de campo. Isso porque permite um deslocamento mais rápido, confortável e adaptado à rotina de treinos e descanso.
No regulamento da competição, a CBF só arca com voos comerciais em trajetos superiores a 500 km – o que se aplica neste caso. No entanto, com o avião de Leila, o time viaja com mais flexibilidade de horário, menos risco de atrasos e maior comodidade, como acontece com a equipe masculina do clube.
Essa não é a primeira vez que a presidente ajuda o time feminino nessa questão. Em abril, para disputar a primeira fase do torneio, Leila também disponibilizou o uso do avião em uma viagem ao Rio de Janeiro. Com isso, evitou o percurso de ônibus para enfrentar o Flamengo, mesmo que a distância (430 km) não obrigasse a CBF a custear as passagens aéreas.
A logística de transporte é um dos temas mais sensíveis no futebol feminino brasileiro. Muitas equipes ainda dependem de ônibus para viagens longas, o que compromete o descanso e até a recuperação física das atletas.
Além do Palmeiras, apenas Flamengo, Corinthians e Bragantino já custearam deslocamentos aéreos por conta própria nesta edição do Brasileiro. Entretanto, o Flamengo, mesmo com esse investimento, foi de ônibus para São Paulo nas quartas de final contra o próprio Palmeiras e gerou grande debate nas redes sociais.