Chegar a um novo país, vestir uma camisa histórica e, de quebra, marcar presença como pioneira. Esse é o cenário de Eliza Turner, que, aos 23 anos, se tornou a primeira jogadora norte-americana do Futebol Feminino do FC Porto. Recém-chegada a Portugal, a meio-campista já demonstra estar em sintonia com a cidade, com o clube e, principalmente, com o peso simbólico da missão que assume.
Formada em Finanças e Marketing pela Universidade de Georgetown, Turner sempre teve no futebol europeu uma meta de carreira.
Fã de Deco
O detalhe curioso está em quem a inspira dentro de campo: um nome que remete imediatamente a um dos períodos mais vitoriosos do Porto. Eliza é fã do ex-jogador luso-brasileiro Deco.
“Deco sempre foi um dos meus jogadores favoritos. Ele tinha uma visão de jogo impressionante, criava espaços onde ninguém mais via. É esse tipo de inteligência e criatividade que eu admiro”, contou.
A americana também revelou acompanhar o dinamarquês Victor Froholdt, reforço recente da equipe masculina, cuja atuação no meio-campo considera um modelo moderno para a posição. Mas é inevitável notar que o elo com Deco dá um tom especial à sua chegada. Afinal, citar um dos maiores ídolos da história portista logo na apresentação é assumir que a referência não é apenas técnica, mas também simbólica.
O clube português homenageou o ídolo que completou 48 anos há dois dias.
Do sonho americano ao desafio europeu
No campo, Turner se define como uma jogadora calma, que busca manter a posse de bola e oferecer equilíbrio entre defesa e ataque. Fora dele, traz consigo o espírito de equipe, a disciplina e a intensidade física, características que enxerga como um diferencial das atletas norte-americanas.
Para a temporada 2025/26, os objetivos estão traçados: ajudar o Porto na luta pelo acesso à primeira divisão e crescer pessoal e profissionalmente. “Quero aprender com as minhas colegas, com os treinadores e deixar a minha contribuição. Representar um clube desse tamanho é algo especial”, destacou.
Eliza Turner desembarca na cidade Invicta com a energia de quem sabe estar abrindo portas. Se Deco deixou sua marca no passado e Froholdt começa a escrever a dele no presente, a americana agora busca seu espaço para construir o futuro.