Mesmo rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro no Futebol Masculino e com queda de receitas, o Ceará ampliou o investimento no Futebol Feminino para a temporada 2026. O clube adotou postura oposta à do rival Fortaleza, que encerrou o projeto feminino após também cair de divisão no masculino, apesar dos bons resultados esportivos das mulheres. Em 2026, as Leoas disputariam a Série A1 após conquistar o acesso inédito.

A diretoria do alvinegro acredita que interromper o projeto não é uma alternativa, sobretudo diante da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, competição que terá Fortaleza como uma das cidades sede.
Aposta mantida em cenário adverso
Histórico de cortes e consequências esportivas
A ampliação do investimento ocorre após um período de instabilidade no projeto feminino. Em 2023, o orçamento destinado à equipe foi de apenas R$ 360 mil, mesmo com o clube disputando a Série A1 do Brasileiro. A limitação financeira refletiu diretamente no desempenho esportivo, com uma campanha marcada por goleadas sofridas e apenas um ponto conquistado em 15 jogos.

Após o rebaixamento, o Ceará abriu mão de disputar a Série A2 em 2024, decisão que levou a equipe a retornar às divisões inferiores. O clube só voltou ao cenário nacional no ano seguinte, na Série A3. O novo valor previsto para 2026 se aproxima do investimento feito em 2022, quando o Ceará aplicou cerca de R$ 1,6 milhão, conquistou o título da Série A2 e garantiu o acesso à elite do Futebol Feminino brasileiro.

Relembre: Fortaleza encerra projeto e gera reação das atletas
Em movimento oposto, o Fortaleza anunciou o encerramento das atividades do Futebol Feminino para 2026. A decisão foi comunicada oficialmente após o rebaixamento do time masculino para a Série B, dentro de um processo de replanejamento conduzido pela SAF do clube.
O fim do projeto ocorreu apesar dos resultados esportivos expressivos. Em 2025, as Leoas chegaram à semifinal da Série A2 do Brasileiro, conquistaram o inédito acesso à elite e venceram o Campeonato Cearense, superando o próprio Ceará na final. Na fase de grupos da A2, o Fortaleza terminou líder do Grupo B, invicto, com quatro vitórias e três empates.

A decisão teve forte repercussão entre as atletas. Jogadoras como Tefah, Leidiane Silva, Geovana Alves e Natalinha se manifestaram publicamente nas redes sociais. Elas demonstraram indignação com o encerramento do projeto. Segundo o clube, a medida foi tomada para garantir responsabilidade financeira e sustentabilidade da operação como um todo.

